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Parada LGBT+ de Goiânia (GO) vai homenagear os 50 anos da “revolta de Stonewall”

Cerca de 200 mil pessoas devem participar da 24ª Parada LGBT+ de Goiânia (GO), neste domingo, 8 de setembro.

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Da Redação Central, em Jataí (GO) – Em 28 de junho de 1969, no bar Stonewall In, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, um grupo de pessoas LGBT+ (nova sigla usada para se referir a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans, entre outros grupos de acordo com a orientação sexual e/ou identidade de gênero) resolveu reagir à truculência da polícia durante uma das abordagens rotineiras no local. O confronto se tornou uma grande e expressiva proporção se prolongando por alguns dias, resultando, meses depois, no surgimento das primeiras organizações não governamentais (ONGs) de luta pela cidadania e direitos humanos para pessoas homossexuais.

Um ano mais tarde, para comemorar o “levante de Stonewall”, ou “a revolta de Stonewall” como ficou conhecido o episódio que acabou por se transformar em um grande ato político pró-visibilidade de cidadãs e cidadãos LGBT+, várias pessoas participaram de uma passeata pelas ruas de Nova Iorque naquela que seria a Primeira Parada do Orgulho LGBT+. De lá para cá, os dias atuais, as marchas públicas foram se multiplicando, rapidamente se espalhando por outras cidades americanas, também pela Europa e para o resto do mundo. Hoje, no Brasil são realizadas cerca de 300 Paradas do Orgulho LGBT+.

Show da DiverCidade, idealizado e apresentado pelo jornalista e artista jataiense, Terry Marcos Dourado, na 1ª Psrada do Orgulho LGBT+ de Jataí, em julho de 2008, na Praça Tenente Diomar Menezes, teve a participação de 3 mil pessoas.

GOIÁS – Aqui no Estado de Goiás, ocorrem cerca de 30 eventos de visibilidade e luta por cidadania e direitos humanos para LGBT+. Na região sudoeste do Estado, por exemplo, as organizações Associação Jataiense de Dirietos Humanos – Nova Mente (AJDH-Nova Mente) realizou sete Paradas LGBT+ em Jataí. A primeira aconteceu em julho de 2008, com um público de 3.000 pessoas, na Praça Tenente Diomar Menezes, no centro da cidade. A última Parada LGBT+ de Jataí – a sétima edição – foi realizada em 2013, com uma participação pública de mais de 20 mil pessoas, na concentração e “Show da DiverCidade” realizados no Parque/Lago Presidente JK. O evento não continuou sendo realizado devido à falta de apoio financeiro (patrocínio) de empresas e órgãos públicos, em razão da forte homofobia que uma cidade fortemente conservadora e retrógrada como Jataí, ainda mantém em sua rotina social.

Jornalista e artista jataiense Terry Marcos Dourado, apresentando o Show da DiverCidade na Parada LGBT+ de Jataí de 2010, uma das últimas realizadas.

Em 12 de setembro de 2010, a ONG Instituto Conscientizar (ICon), uma organização regional com sede em Jataí, naquela ocasião ainda usando a denominação social de “ACDH-Rio”, promoveu, enfrentando muitas dificuldades, a Primeira Parada do Orgulho LGBT de Rio Verde (GO), conseguindo a participação de um público estimado em 3.500 pessoas na concentração.

Terry Marcos Dourado, presidente da ICon (E) e Gilbran Assis de Oliveirsa, presidente da AJDH-Novamernte foram os promotores das sete Paradas LGBT+ realizadas em Jataí (GO).

GOIÂNIA (GO) – Nestes 50 anos do movimento social LGBT+ organizado, muitas conquistas foram alcançadas, como a retirada da homossexualidade do Cadastro Internacional de Doenças pela OMS, a união estável entre pessoas do mesmo sexo, o direito à adoção por casais homoafetivos, o uso do prenome e do gênero nos documentos oficiais das pessoas trans e, mais recentemente, a equiparação da homofobia ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal, criminalizando a homofobia.

A 24ª Parada do Orgulho LGBT+ de Goiânia (GO), vai ser realizada neste domingo, 8 de setembro, com concentração pública a partir do meio-dia, na Praça Cívica, onde está o Palácio das Esmeraldas, sede do Governo de Goiás. Após a programação de apresentações de shows com artistas locais LGBT+, e percorrer algumas avenidas centrais da capital goiana, o evento deve ser encerrado por volta das 22 horas.

Flyer digital da 24ª Parada LGBT+ de Goiânia 2019.

A organização da 24ª Parada do Orgulho LGBT+ de Goiânia (GO) espera a participação de milhares de pessoas de Goiânia e das caravanas de várias cidades do Estado e de Brasília-DF, que sempre prestigiam o evento.

Jornalista, radialista, apresentador de TV e WebTV, cerimonialista em eventos, também artista e "youtuber" no Estado de Goiás; com quase 30 anos de experiência profissional em Jornalismo (desde 21/11/1991), Terry Marcos Dourado é o idealizador, diretor-proprietário, diretor de conteúdo, editor-geral e jornalista responsável pelo Portal Rede Pop e suas Divisões de Conteúdos Específicos: Jornal Gazeta Popular, PopTV, PopMix RádioWeb, Estelar Filmes, Agência PopStar Artistas, Modelos e Produções e o Canal Hiper T, no Youtube.

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Comportamento

Babado forte: “Já fui cantado por outros jogadores, acontece no futebol” declara ex-jogador

A metrossexualidade não deve ser considerada um tabu. Os homens devem sempre se cuidar da melhor forma que podem. E isso nada tem a ver com desejo ou orientação sexual. Não tem a ver com a homossexualidade.

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Da Redação Central, em Jataí (GO) – Que o meio esportivo tem uma energia forte de homoerotismo e que há muitos desejos reprimidos, disso ninguém duvida. É um ambiente cheio de contrastes e contradições. Pessoas do mesmo sexo se abraçam, trocam carinhos, mas tudo feito com um rigoroso “sistema de controle de qualidade”, com vigilância extrema para “não dar pinta” ou “não passar do ponto” e ser flagrado “dando close”. Mas que no meio esportivo há muitos que curtem uma relação bi ou homossexual, isso é fato, sem qualquer sombra de dúvida.

O estudante de medicina Lucas Arantes, 33 anos, que deixou os campos do futebol e as passarelas para uma carreira totalmente diferente do que já tentou, revelou já ter sido assediado por outros jogadores enquanto fazia parte do time Uberaba Sport Clube. Lucas foi fisgado por agências de modelo enquanto ainda jogava no clube, e logo após tentou ser Mister Brasil 2013. Sempre destacado pela beleza e corpo bem cuidado durante os jogos, ele contou que as cantadas nem sempre chegavam de mulheres.

O modelo e ex-jogador de futebol, Lucas Arantes, confirma que já foi muito assediado por jogadores no ambiente esportivo.

“Ainda existe esse tabu de não se revelarem, há um preconceito interno, todos lembram do Richarlyson, foi um caso emblemático. Mesmo assim já presenciei cantadas de outros jogadores”, declara. O estudante de medicina se considera metrossexual e não nega os cuidados regrados com o corpo com ninguém. “A metrossexualidade não deve ser considerada um tabu, nós homens devemos nos cuidar também, isso não deve ser taxado como homossexualidade”.

Com informações de Tawany Santos/CO Assessoria.

Mas, o que é ser um metrossexual?

A metrossexualidade (ou metrossexual) é um termo originado nos finais dos anos 1990, pela junção das palavras metropolitano e sexual, sendo uma gíria para um homem urbano excessivamente preocupado com a aparência, gastando grande parte do seu tempo e dinheiro em cosméticos, acessórios, roupas e tem suas condutas pautadas pela moda e as “tendências” de cada estação. Nada tem a ver com desejo, orientação ou experiências sexuais.

Com beleza singular tanto de rosto quanto de corpo, o modelo e ex-jogador de futebol, Lucas Arantes, confirma que já foi muito assediado por jogadores no ambiente esportivo.

O termo “metrossexual” foi usado pela primeira vez em 1994 pelo jornalista britânico Mark Simpson e foi aproveitado pelas revistas masculinas britânicas e norte-americanas para fazerem desta definição o seu público-alvo. Depois da sua utilização ter decrescido nos Estados Unidos, o termo foi reintroduzido em 2000, mas somente em 2002 é que o termo “metrossexual” se popularizou.

Tudo começou com um novo artigo de Mark Simpson, onde afirma que um exemplo conhecido de alguém que se encaixa no perfil do metrossexual é David Beckham, ex-atleta de futebol e constantemente associado a diminuição dos tabus relativos à lacuna existente entre a homossexualidade e a cultura gay, que gosta de passar o dia nas compras, cuidar das unhas, ir ao cabeleireiro, fazer depilação completa ou cuidar excessivamente do corpo. Após a publicação de tal artigo, a empresa Euro RCSG Worldwide adotou a palavra numa pesquisa de mercado e o jornal americano The New York Times deu uma grande destaque à metrossexualidade, difundindo amplamente o termo.

O ex-jogador de futebol, David Beckham é uma das primeiras referências de metrossexualidade.

MARCAS – Os metrossexuais são conhecidos por não viverem sem a sua marca predileta de hidratante para a pele, apreciarem um bom vinho, sonharem com o último modelo de carro desportivo, preocupação com a calvície e gostarem de comprar roupas de marca famosas, além de não abrirem mão do perfume de griffe que os colocam sempre em evidência. Essas pessoas vaidosas, geralmente na faixa etária superior aos 35 anos, costumam estar bem colocados profissionalmente.]

O jogador português, Cristiano Ronaldo, é outra referência de metrossexualidade.

TENDÊNCIA – Mais do que uma moda passageira, a presença deste homem metrossexual está bem viva nos Estados Unidos e na Europa, e ainda timidamente aqui no Brasil, tendo o mercado de acessórios masculinos e femininos crescido exponencialmente. Marcas como Dolce & Gabbana, Ferr De Laria, Giorgio Armani, Prada, Chanel, Victoria Secret ou Versace têm colocado cada vez mais artigos à disposição dos seus clientes metrossexuais. Por outro lado, a marca de sapatos de design italiano Tod’s tem-se dedicado a modelos feitos à mão para este nicho de mercado. A dominância entre os metrossexuais é a roupa de grife excessivamente justa que destaca os glúteos e a utilização de pulseiras delicadas.

O aparecimento recente deste termo está ligado à alteração de comportamento de parte de integrantes do sexo masculino no final do século 20. Tal como as mulheres, este segmento começou a folhear as revistas masculinas para saberem o que está ou não na moda e adaptarem ao seu estilo sem gênero claramente definido. Deixaram de cortar o cabelo no barbeiro e passaram a frequentar com mais assiduidade os institutos de beleza e spas femininos. Têm cuidados com a sua pele e sentem-se menos embaraçados para entrarem numa perfumaria e adquirirem cosméticos para si. Para se ter uma ideia da evolução deste comportamento masculino, nos anos 1970, apenas alguns homossexuais masculinos se preocupavam com tais questões.

CORPO – O termo “metrossexual” também se aplica a pessoas excessivamente preocupadas com o corpo e aparência física, os “viciados” em academia de musculação, fazendo com que a obsessão pelo próprio corpo transgrida os desejos sexuais e fortaleça a atração por pessoas de mesma aparência, e na maioria dos casos, do mesmo sexo.

É cada vez mais comum o homem atual ter uma preocupação, quase obsessiva, com o próprio corpo.

O metrossexual de academia se preocupa com horários que come, quantidade de proteína ingerida, e hora do início do processo catabólico. Suas refeições são padronizadas e todas selecionadas para evitar perda de massa muscular para manter a definição mais próximo ao perfeito. Estudos apontam que pessoas que têm assiduidade em suas academias passando maior parte do tempo admirando formas físicas “perfeitas” e tentando chegar ao mesmo padrão, admirando-se em frente a espelhos.

Tais pessoas são consideradas “metrossexuais ativo-passivos”. Possuem uma grande oscilação de humor, alta irritabilidade e comportamento explosivo em virtude de sua dúvida sobre a própria orientação sexual. Estes fatos não se aplicam somente a frequentadores assíduos e fiéis de academia, mas também, se aplica a todos que estão sempre buscando de qualquer maneira estar com o corpo o máximo possível próximo à perfeição, e gastam tempo excessivo dedicando-se à própria imagem.

Nos tempos atuais, a vaidade é cada vez mais um comportamento também masculino.

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Cultura LGBT+

Destaque entre artistas LGBT+, cantor Luky LK faz sucesso com parceria internacional

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Da Redação Central em Jataí, GO – Com um trabalho voltado a música pop, funk e reggaeton, o cantor Luky Lk, lançou no final do primeiro semestre deste ano o seu oitavo single e o terceiro vídeoclipe oficial de “Um Milhão”, o novo grande sucesso do artista. No mais recente vídeoclipe, o cantor carioca interpreta personagens contrastantes, ou seja, um cafajeste e um romântico. A música “Um Milhão” foi composta e produzida pelo venezuelano Labarca e pelos brasileiros Júnior Neves e Jefferson Bhrunno.

Com milhares de seguidores em suas redes sociais, Luky Lk supera limites no palco. Aos 24 anos, o cantor perdeu parte da sua audição devido à uma meningite. Em 2019 Luky Kk foi a atração principal do tradicional e glamuroso baile do Scala Gay, no Rio de Janeiro (RJ) e tem feito diversos shows por todo o país. O artista é carinhosamente chamado pelos seus seguidores de “príncipe”. Ele traz um perfil engajado em causas do Movimento LGBT+ e outras causas sociais.

Luky Lk também é empresário artístico que gerencia alguns artistas do meio LGBT+ (sigla usada para lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e outros grupos seguindo critérios de  orientação sexual e identidades de gênero). Luky Lk gravou seu primeiro feat internacional na música “Solo Besame”, do cantor espanhol John Andrade, que o descobriu através das plataformas digitais e o convidou para um feat. E o artista carioca também estará interpretando uma canção no ritmo zouk com o cantor angolano T-Michael.

Assista, a seguir, ao vídeoclipe “Um Milhão”, do artista Luky Lk.

Siga Luky Lk n as redes sociais Facebook e também no Instagram.

A seguir, assista ao vídeoclipe da música “Solo Besame” de John Andrade feat Luly Lk.

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Entretenimento

COLUNA BAFÔNIKA – 09/09/2019

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Contato direto com a Coluna Bafônika pelo WhatsApp (64) 99600-8865 ou pelo e-mail jornalismo@portalredepop.com. Coluna semanal de notas gerais com foco na diversidade e no universo LGBT+ publicada nos finais de semana.

 

100 MIL PESSOAS!

Segundo organizadores, a 24ª Parada LGBT+ de Goiânia, em 2019, teve a participação de 100 mil pessoas nas ruas do centro da capital goiana. Na imagem panorâmica, os manifestantes percorrem a Av. Tocantins.

Segundo organizadores, a 24ª Parada do Orgulho LGBT+ de Goiânia, evento realizado no domingo 8 de setembro, teve um público de 100 mil pessoas. Durante a tarde, os participantes, puxados por um grande trio elétrico, percorreram as principais ruas centrais da capital de Goiás homenageando personalidades e instituições que apoiadoras do segmento de LGBT+ (sigla usada atualmente para a representação e identidade política de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queers, intersexo, entre outros grupos segundo critérios de orientação sexual e identidade de gênero).

A 24ª Parada LGBT+ de Goiânia lembrou e homenageou os 50 anos do ato social e político mundialmente conhecido como “A Revolta de Stonewall”, um antigo bar de Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde houve homofobia explícita da polícia contra um grupo de homossexuais que não se intimidaram. O ato espontaneamente ocorrido deu origem ao Movimento LGBT+ mundial e, pouco tempo depois, à primeira Pride/Parada do Orgulho LGBT+ da história.

 

A FALA DO PIONEIRO…

Pastor Onaldo Pereira, decano do Movimento LGBT+ em Goiás.

O fundador da primeira Parada do Orgulho LGBT+ de Goiânia (e também de Goiás), o pastor Onaldo Pereira (foto) cumprimentou a equipe organizadora da 24ª Parada LGBT+ da capital de Goiás, realizada no domingo 8 de setembro, com um público estimado em 100 mil pessoas. Onaldo Pereira se referiu ao evento como “magnífica Parada de Goiânia”.

“Sinto-me soberbamente orgulhoso ao ver as fotos da multidão de participantes, vibrando nas ruas da Capital com a mensagem de igualdade radical e do direito que cada um/a tem de expressar nela a sua singularidade. Estou muito orgulhoso! Agora, é transformar essa força em organização e votos, elegendo representantes (LGBT+).
Beijos para cada uma e cada um de vocês”, assim manifestou o pastor e decano do Movimento LGBT+ goiano.

 

MÃES PELA DIVERSIDADE

Bloco das Mães Pela Diversidade, um dos destaques da 24ª Parada LGBT+ de Goiânia.

Um dos grandes destaques da 24ª Parada LGBT+ de Goiânia (GO) em 2019 foi, sem dúvida, o desfile das Mães Pela Diversidade. Em determinado momento da Pride/Parada, as mães promoveram um emocionado abraço coletivo em filhos homossexuais, emocionando principalmente aqueles que foram expulsos de suas casas e da convivência com seus familiares, pela própria família, pelo simples motivo de serem LGBT+.

“Tire o seu preconceito do caminho. Nós vamos passar com o nosso amor”. Esta frase estampou uma grande faixa carregada por um grupo de mães de LGBT+ na Parada de Goiânia. Assista, a seguir, ao vídeo publicado pela Artrong no Facebook.

 

É ‘FAKE’, E DOS MAIS BAIXOS!

No começo de setembro, um frame de HQ (história em quadrinhos) mostrou uma cena de um simples beijo entre dois personagens masculinos. Foi o suficiente para políticos ultraconservadores ligado a movimentos religiosos, sobretudo evangélicos, fazerem uma balbúrdia nacional e até a cometer atos de extrema censura.

As ‘fake news’ (notícias e informações falsas, mentirosas) explicita e insistentemente propagadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), também pelo governador de São Paulo, João Doria, e pelo prefeito do Rio de Jeneiro, o bispo Marcelo Crivela, da Igreja Universal do Reino de Deus, sobre ideologia do gênero são cada vez mais comprovadamente absurdas, imorais, representando uma jogada política do mais baixo nível.

Na verdade, a expressão “ideologia de gênero” NÃO é reconhecida na academia (meio universitário) e, mesmo assim, é insistentemente usada com má-fé por grupos (ultra)conservadores contrários às discussões sobre diversidade e identidade (e não “ideologia”) de gênero. Na educação, a Base Nacional Comum Curricular prevê que, no 8º ano escolar, o aluno consiga “selecionar argumentos que evidenciem as múltiplas dimensões da sexualidade humana (biológica, sociocultural, afetiva e ética)”.

É urgente e necessário que a ciência e as evidências científicas prevaleçam na educação brasileira. Também é necessário existir mais materiais explicativos, em linguagem simples, explicando os verdadeiros conceitos de sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual, além de trazer orientações sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. E tudo isso de maneira o mais natural e respeitosa possível, sem todo aquele “mimimi” fomentado por fanáticos, ignorantes e extremistas religiosos.

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Por enquanto são estes os nossos destaques. E já estamos trabalhando na próxima edição que você lê no próximo final de semana. Até lá.

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