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Secretária da Fazenda de GO afirma: “não adianta fazer greve, nem reclamar na Justiça. Não há dinheiro”

O Governo de Goiás vive uma crise financeira e um acúmulo de dívidas herdadas da gestão anterior de R$ 22 bilhões. Até o momento, a Gestão Caiado ainda não sabe como fazer para quitar os débitos com funcionalismo e fornecedores.

Cristiane: "Os pagamentos da folha de dezembro de 2018, são nossa maior prioridade”. Os pagamentos, entretanto, dependem da aprovação do orçamento da gestão para o ano de 2019." | @ Ugopoci.
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Em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, 17, a titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Cristiane Alckmin Junqueira Schmidt, afirnmou com todas as letras que “Goiás não está bem na fita”. O maior exemplo disso é o anúncio do parcelamento dos salários, referentes a dezembro,  de servidores estaduais do Poder Executivo somente a partir de março. De acordo com Cristiane Schmidt, não se trata de uma questão de negociação ou de vontade, mas de falta de dinheiro em caixa.

A titular da Sefaz alegou ter passado por um problema semelhante em sua casa. Disse também que o governo estadual entende a situação de dificuldade dos servidores, incluindo protestos e iniciativas de greve, e afirmou que “não adianta fazer greve, porque isso não vai resolver o problema, pois, não há dinheiro”. Cristiane comentou que sua pasta conseguiu fazer uma projeção financeira razoável para o mês de março. “Se nossos esforços derem certo, é nesse mês que teremos condições de fazer os pagamentos. Não posso prometer, mas esse será o nosso esforço”, disse a secretária.

PRIORIADES – Quando tiver condições de pagar os salários de dezembro, o Governo de Goiás almeja realizar os depósitos de forma a priorizar servidores que ganham menos, aqueles que têm mais possibilidades de não possuírem alguma reserva na conta. Para conseguir fazer o pagamento da dívida em março, uma força-tarefa vai ser estabelecida pela Sefaz. “Trabalharemos, inclusive aos finais de semana, para encontrar uma solução para a crise herdada por nossa gestão. A responsabilidade não é nossa, mas, agora, o problema é, e vamos lidar com ele”, disse Cristiane Schmidt.

A secretária comentou sobre as diversas decisões liminares em que a Justiça obriga o Estado a cumprir a Constituição Regional, realizando empenhos e pagamentos dentro do mês trabalhado. O cumprimento das determinações, entretanto, vem sendo protelado, aquém dos prazos estabelecidos. E isso, tem feito sindicatos reclamarem e chamarem a atenção para os casos de desrespeito às determinações judiciais além do desrespeito aos servidores estaduais. Nas redes sociais da internet, os sindicatos que representam as categorias ameaçadas já afirmam que o “Estado está dando mais um calote”.

Em resposta, a titular da Sefaz estadual afirmou que o atual governo quer ajustar as contas. “Não estamos aqui para dar calote em ninguém. Queremos pagar, mas não há dinheiro. Vamos cumprir as determinações judiciais, mas quando tivermos com o que trabalhar. Estamos sujeitos a juros e vamos quitar tudo”, garantiu Cristiane Schmidt. Segundo ela, a dívida com as folhas de dezembro e os encargos trabalhistas de novembro somam R$ 1,6 bilhão.

JANEIRO – Os vencimentos de janeiro também vão ser quitados em duas etapas. Segundo o governo estadual, 80% da folha do Executivo vai ser paga até 25 de janeiro; e o restante, até o dia 31 deste mês. Servidores do Legislativo e do Judiciário vão ter seus salários na conta até o dia 10 de fevereiro. Atualmente, Goiás tem R$ 19,5 bilhões de dívida consolidada líquida (DCL) e outros R$ 3,4 bilhões de dívida passiva.

Mesmo afirmando que realizar os pagamentos da folha de dezembro de 2018, é a maior prioridade, o Governo de Goiás, para realizar os pagamentos, depende da aprovação do Orçamento da Gestão para o exercício de 2019. O documento final vai ser encaminhado à  Assembleia Legislativa do Estado até o final de janeiro. Segundo Cristiane Schmidt, o governo Caiado vai estar disponível para realizar os pagamentos de 2018, assim que o orçamento, que já inclui a dívida do ano anterior, for aprovado pelos deputados estaduais. “Isso deve ocorrer em março, no máximo abril, mas é uma questão que dependerá do Legislativo. Independentemente de receber ou não ajuda federal, vamos pagar tudo”, argumentou a secretária.

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Terry Marcos Dourado
Jornalista, radialista, apresentador de TV e WebTV, cerimonialista em eventos, também artista e "youtuber" no Estado de Goiás; com mais de 27 anos de experiência profissional em Jornalismo (desde 21/11/1991), Terry Marcos Dourado é o idealizador, diretor-proprietário, diretor de conteúdo, editor-geral e jornalista responsável pelo Portal Rede Pop (Gazeta Popular, PopTV, PopMix RádioWeb, Estelar Filmes, Agência PopStar e o Canal Hiper T, no Youtube.).

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