Com o objetivo principal de preservar a memória popular, as raízes, costumes e tradições goianas, servidores da Universidade Federal de Goiás (UFG) lançaram nesta quarta-feira, 1º/11, um e-book (livro virtual, acessível pela internet), com acesso gratuito, contendo 300 expressões goianas, o chamado “goianês”.

Os servidores técnico-administrativos aposentados da UFG, Armando Honório da Silva e Ismael David Nogueira, reuniram quatro mil palavras e 300 expressões pronunciadas pelos goianos. Termos e expressões do coloquial do cotidiano da zona rural no Brasil Central no século XX é o título do trabalho que tem o objetivo de registrar e preservar a memória do povo goiano.

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A partir de agora, com a publicação deste livro eletrônico de acesso gratuito, o tal “Dicionário de Goianês”, quando dois – ou mais – goianos estiverem dialogando não haverá mais tanta dificuldade de compreensão. Melhor ainda, quando alguém que não nasceu em Goiás estiver conversando com um goiano “legítimo”, ou seja, que se pronuncia “do mesmo tipim” que os goianos tradicionais “proseava”. “O que está na boca do povo vai se perdendo e nos preocupamos com isso. Muito do que ouvíamos quando jovens, não se usa mais. Por isso, o que fizemos foi uma tentativa de preservação”, comentou Armando Honório.

SETE ANOS – A importante obra produzida por Armando e Ismael demorou sete anos para ser concluída e lançada. Entre os anos de 2009 a 2016, os dois ficaram “assuntando” e anotando termos que dizem do modo como as pessoas se relacionam umas com as outras no trabalho, no lazer, com a natureza, entre outras manifestações culturais. Eles recorreram aos ouvidos, à atenção imediata e também às próprias recordações. “Não há registro sistemático dessa linguagem em lugar algum, sua fonte de pesquisa é a memória das pessoas mais antigas e as conversas casuais do cotidiano presente”, escreveu Ismael, no livro.

Ismael Nogueira é natural do Estado de Mato Grosso. Quando menino, ele viveu com a família perto de um garimpo, de onde retirou boa parte de seu repertório. Armando Silva é neto de mineiros. Ele nasceu em Goiás, morou em Pontalina (GO), trabalhou em lavoura por cinco anos e em 1967 entrou para o quadro de servidores da UFG. Hoje, mesmo aposentado desde 1994, continua colaborando com a instituição, atuando nos arquivos do Departamento de Contabilidade e Finanças. Já Ismael, que se aposentou em 2017, retornou à terra natal. Em entrevista à imprensa, Armando resumiu o que o livro representa para os autores: “O livro, na verdade, é a vida da gente.”

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