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Uma das maiores, senão a maior, encucações masculinas diz respeito ao tamanho do pênis. A questão é imposta ao indivíduo do sexo masculino ainda precocemente na infância onde, ter um órgão genital pequeno, para muita gente ainda é sinônimo de constrangimentos e, pasmem, até de baixa autoestima. Do outro lado da questão, indivíduos com pênis grandes, os chamados “dotados” ou “avantajados” são cobiçados. Mas, por que um pênis grande ainda é destaque nos tempos modernos?

Segundo especialistas, tal preocupação com o tamanho do pênis acontece porque também influencia na masculinidade do indivíduo e, lamentavelmente, nas sociedades “falocêntricas” (aquelas que valorizam exageradamente o órgão sexual masculino), um pênis grande é diretamente ligado às relações de poder ou de “autopoder”. Exemplos desta situação podem ser constatados nas produções pornográficas heterossexuais e homossexuais, os aplicativos de pegação e relacionamento, e até mesmo nas publicações eróticas.

ÍNDIA – Segundo pesquisadores, essa relação “compulsiva” do homem com o tamanho do seu ‘bilau” pode ter começado na Índia, com a religião hinduísta, onde há o Brahman em adoração ao pênis do deus supremo Shiva. Entretanto, povos Maias e Astecas também faziam cerimônias ritualísticas ao pênis para garantir fertilidade e procriação saudável. Sabe-se, portanto que, inicialmente, a forte relação entre homem e o pênis era meramente religiosa e com forte conotação mística.

Com o passar do tempo, as civilizações ocidentais se apropriaram da “cultura peniana” de forma a vulgarizá-la. No Japão, na cidade de Kawasaki, há um festival de culto ao pênis que acontece há 40 anos. O principal evento é o desfile com estátuas gigantes de pênis, cujo objetivo é pedir por fertilidade, mas também, arrecadar fundos para lutar contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Tudo começou com um grupo de prostitutas que rezavam para um pênis de aço pedindo por clientes e por proteção contra doenças sexuais.

Ainda nessa exposição, é preciso entender o conceito do falocentrismo. Em tese, seria a exaltação machista impositiva com o intuito de privilegiar uma grupo sexual específico, marcado por uma masculinidade – aqui mensurada pelo tamanho do pênis, algo que se impõe desde o período da história humana conhecido como paleolítico. O fato de se vincular o sêmen à ideia de semente e fertilidade é outra característica do falocentrismo.

CULTURA – O senso comum, sob forte conotação preconceituosa, afirma que homens asiáticos têm micropênis e que, homens negros, são avantajados em termos de pênis. Tudo isso não passa de mais um estigma social que persegue as pessoas dessas etnias. Essa cultura causa problemas psicológicos como excesso de autoestima e, o contrário, ou seja, baixa autoestima, podendo resultar em graves consequências. E, para combater esses estigmas sociais penianos é necessário a adesão a um processo de desconstrução que parte do pessoal e vai para o comunitário.

PÊNIS NORMAL – De acordo com pesquisadores científicos e biológicos, um pênis normal atinge seu tamanho definitivo por volta dos 16 / 17 anos de idade. Normalmente, 80% dos pênis eretos (duros) medem entre 11 e 16 centímetros de compromeito; sendo 14 centímetros de comprimento, a medida mais comum ou medida-padrão.

Além do tamanho, a potência do pênis, ou seu estado de ereção é outra preocupação constante na sociedade moderna. E tal preocupação é mais uma consequência do culto à fertilidade ou à virilidade masculina acrescido ao forte e dominante machismo, ainda presente nos dias atuais, que consideram a falsa ideia de que o pênis, além de grande, deve estar sempre pronto para “entrar em ação”. Tal conceito equivocado acaba criando preocupações e ansiedade desnecessários e nocivos à saúde psicofísica dos homens, principalmente com relação à preocupação exagerada quanto à potência/virilidade do pênis, ou seja, o pânico sigiloso e antecipado que homens têm de brocharem na hora “H”.

A potência e a fertilidade do homem é maior entre os 20 e os 40 anos, período em que os homens exalam no sexo toda a força e o vigor físico e psicológico da juventude como sinônimo de ideal de potência, fechando assim o estereótipo ideal do homem jovem, bem dotado e pronto para o sexo. E dentro da chamada “cultura gay” isso aparece de forma ainda mais exacerbada pela hipervalorização do tamanho do pênis, do tipo “quanto maior, melhor”; e também a hipervalorização do “homem ativo” (aquele que come), atitudes prejudiciais que se convertem em preconceito, reproduzindo o estereótipo e o machismo presente, ainda de forma dominante, na sociedade brasileira e em, praticamente, na de todos os países do mundo.

RESIGNAÇÃO – Em nome de uma boa saúde física, mental, psicológica e sexual, homens devem focar em obter e em dar prazer à pessoa parceira no ato sexual. Devem contentar com o tipo de pênis que possui. Devem conhecê-lo intimamente e aprender a utilizá-lo da melhor forma possível, nas dimensões que ele têm, tirando dele o máximo de proveito possível, obtendo prazer e dando prazer com o pênis que se tem. Respeite seu pênis. Valorize-o. E ele retribuirá dando a você – e a sua pessoa parceira – o melhor e o maior dos prazeres. Acredite.

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