Em Goiás, 219.296 estudantes devem fazer as provas do Enem neste domingo, 5/11. Em todo o país, são mais de 6,7 milhões.

Neste domingo, 5/11, mais de 6,7 milhões de brasileiros estão inscritos para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2017,  a prova estreia em novo formato, com aplicação dividida em dois domingos consecutivos, ou seja, hoje (5) e no próximo domingo, 12 de novembro. No total, 1.725 municípios brasileiros vão receber o exame.

Em até cinco horas e meia, neste primeiro domingo de provas do Enem, além da Redação, os inscritos também vão fazer provas de Linguagens, Códigos e sua Tecnologia e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No próximo domingo, dia 12, será a vez dos participantes responderem a questões de Ciência da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. O segundo domingo de provas do Enem terá duração total mais curta, máxima de 4 horas e meia.

Pela primeira vez, a prova será personalizada com o nome e o número de inscrição do participante. O local e o endereço da prova podem ser consultados pelo aplicativo do Enem e  pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os participantes que precisarem de atestado de comparecimento deverão imprimir a declaração no site do exame e solicitar a assinatura do coordenador do local.

GOIÁS – Em Goiás, 219.296 estudantes devem fazer as provas do Enem neste domingo, 5/11. Desse total, 68.406 farão em Goiânia. Além da capital, apenas outros dois municípios do Estado têm mais de 10 mil pessoas inscritas aptas à fazerem as provas: Anápolis, com 15.876 inscritos; e Aparecida de Goiânia, com 14.164 inscritos. Em Jataí, cidade da mesorregião sul de Goiás, mais de 5 mil inscritos deverão fazer o Enem este ano.

A secretária estadual de Educação de Goiás, Raquel Teixeira, durante aulão do Enem Express, no Centro de Cultura e Eventos de Jataí.

Além de Jataí, as cidades goianas de Valparaíso, Trindade, Catalão e Águas Lindas também tem mais de 5 mil inscritos para o Enem 2017. Em Goiânia, 76 locais servirão como pontos de realização das provas do Enem. A Universidade Salgado de Oliveira (Universo) é o que mais receberá candidatos: 6.370. Uni-Anhanguera, Faculdades Alfa, Faculdade Padrão, Área I da PUC Goiás, Universidade Paulista e Fasam complementam a lista dos locais que acomodarão mais de 3 mil inscritos.

Oito unidades de ensino na capital receberão menos de dez candidatos. O Colégio Estadual Verany Machado Oliveira, no Jardim Primavera, é o ponto de prova que deve permanecer mais vazio neste domingo: apenas três pessoas estão previstas para fazerem prova lá.

CORREÇÃO DA PROVA – Em parceria com o Colégio Visão, os sites Mais Goiás e o Diário de Goiás farão, ao vivo, a revisão da prova do Enem em seus sites e nas redes sociais. As transmissões serão realizadas neste domingo (5), a partir das 19h30 (hora de Brasília-DF), após a conclusão do primeiro dia de provas. O público vai poder enviar suas dúvidas pelo Facebook e pelo Instagram.

 

 

DICAS FUNDAMENTAIS PARA QUEM VAI FAZER AS PROVAS DO ENEM 2017

HORÁRIO – Como em edições anteriores, a programação do exame é regulada conforme o horário de Brasília. O Inep alerta para os participantes ficarem alertas ao fuso dos Estados em que prestarão o exame. Confira:

Abertura dos portões: 12 horas

Fechamento dos portões: 13 horas

Início das provas: 13 horas e 30 minutos

Permissão de saída: a partir das 15 horas e 30 minutos

Término da prova do dia 5/11: 19 horas

Término da prova do dia 12/11: 18 horas

DOCUMENTAÇÃO – É obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto, que pode ser carteira de identidade, passaporte, carteira de motorista, carteira de trabalho ou carteira de reservista; não serão aceitas cópias autenticadas. Caso o candidato tenha a documentação furtada ou roubada antes da prova, poderá apresentar um boletim de ocorrência registrado em até 90 dias.

MATERIAL – Os únicos tipos de canetas permitidas são as de corpo transparente e tinta preta.

ELIMINAÇÃO – O edital prevê a eliminação de candidatos que portarem alguns dos seguintes materiais durante a aplicação do exame. No local de prova, os objetos proibidos devem ser guardados em um envelope porta-objeto, que poderá ficar embaixo da cadeira do participante.

É vedado (PROIBIDO) o uso de:

– caneta não transparente, lápis, borracha e lapiseira;

– boné, chapéu, gorro e outros acessórios de chapelaria;

– celular, tablet, pen drive, calculadora e outros tipos de equipamentos eletrônicos;

– fone de ouvido;

– óculos escuros.

REDAÇÃO – A prova de Redação vai ser aplicada neste domingo, 5 de novembro. Confira, a seguir, as indicações do Inep para não zerar a prova:

– não fuja do tema proposto;

– respeite os direitos humanos;

– escrever menos de oito linhas;

– fazer desenhos;

– utilizar uma estrutura de texto diferente do tipo dissertativo-argumentativo.

 

A POLÊMICA SOBRE A PROVA DE REDAÇÃO

Em seu plantão no STF, no sábado 4/11, a a presidente Carmen Lúcia determinou a proibição de punição com nota zero para quem causar polêmica com temas sobre direitos humanos na prova de Redação do Enem.

Quem desrespeitar os direitos humanos na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) neste ano não terá a nota automaticamente zerada, confirmou neste sábado (4) o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC (Ministério da Educação). Ainda no sábado, 4/11, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, havia decidido manter suspensa a regra que aplica a nota zero à redação que desrespeitar os direitos humanos. Cármen Lúcia justificou sua decisão liminar citando direitos humanos já garantidos pela Constituição.

Em nota, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e o Inep informaram que não pretendem recorrer da decisão do STF. “O MEC e o Inep entendem que os participantes do Enem 2017 precisam fazer a prova com segurança jurídica e com a tranquilidade necessária ao Exame. Diante disso, o MEC e o Inep informam aos participantes do Enem 2017 que não haverá anulação automática da redação que violar os Direitos Humanos, como previa o Edital do Enem. Continuam em vigor os critérios de correção das cinco competências, conforme estabelecido na Cartilha de Participante – Redação no Enem 2017″, complementaram, em nota” – assim diz a nota oficial.

“MORDAÇA” – De acordo com a presidente do STF, “não se combate a intolerância social com maior intolerância estatal” ou “com mordaça”. Ela disse, ainda, que “há meios e modos para se questionar, administrativa ou judicialmente, eventuais excessos” da liberdade de expressão.

Na decisão de Cármen Lúcia, a ministra citou trecho de seu entendimento de quando julgou se biografias poderiam ser publicadas sem a autorização da pessoa biografada. À época, ela criticou a cultura do “politicamente correto”, e o STF liberou a publicação sem necessidade de autorização.  Com isso, a presidente do STF negou os pedidos de revisão feitos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Inep, órgão do MEC, e pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Em sua versão original e oficial, o edital do Enem estabelece nota zero na prova de Redação para quem desrespeitar direitos humanos. O item 14.9.4 do edital do Enem 2017 estabelecia que seria atribuída nota zero à redação “que apresente impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, bem como que desrespeite os direitos humanos, que será considerada anulada”.

Posteriormente, o Movimento Escola Sem Partido recorreu na Justiça, defendendo a liberdade de expressão, alegando que “nenhum dos candidatos deveria ser punido ou beneficiado por possuir ou expressar sua opinião”. A entidade também disse que não existe um referencial objetivo sobre os parâmetros adotados, “impondo-se aos candidatos, em verdade, respeito ao ‘politicamente correto'”.

No dia 26 de outubro, por dois votos a um, a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou a regra da nota zero em caso de desrespeito aos direitos humanos. Segundo o desembargador federal Carlos Moreira Alves, relator do processo no TRF-1, a garantia constitucional de liberdade de manifestação de pensamento e opinião e a ausência de uma referência objetiva no edital do exame sustentam a ilegitimidade do item 14.9.4.

Para Alves, não se trata de critério de correção de prova, mas, sim, de negativa de correção dela, “mediante atribuição de nota zero sem que se faça tal atribuição mediante a avaliação intelectual de seu conteúdo ideológico”. Posteriormente à decisão, o Inep entrou com um recurso, em caráter de urgência, pedindo para derrubar a decisão. Segundo o órgão, o Enem segue todas as normas educacionais, regidas pela Constituição de 1988. Também a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que o STF suspendesse a decisão.

No sábado, 4/11, a ministra Cármen Lúcia, no exercício do plantão judicial do STF, decidiu manter a decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que anulou a regra da nota zero em caso de desrespeito aos direitos humanos. Alegando evitarem maiores desgastes e para maior tranquilidade dos candidatos, o Inep e o MEC decidiram não recorrer da decisão proferida pela presidente do STF.

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