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Governo divulga boletim e garante não haver epidemia da Gripe H1N1 em Goiás, nesse momento

Segundo o governo goiano, o que ocorreu foi um surto localizado de contaminação e mortes por H1N1 na Villa São Cottolengo, em Trindade, situação que já controlada.

Em coletiva à imprensa realizada na última quarta-feira, 21/3, na sede da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) em Goiânia (GO), a coordenadora do Departamento de Doenças Imunopreveníveis, Respiratórias e Hepatites, da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Gláucia Gama, disse que, nesse momento, não está ocorrendo uma epidemia de Gripe H1N1 – também conhecida como “Gripe Suína” e “Influenza-A” – no Estado de Goiás. “O que ocorreu foi um surto localizado na Villa São Cottolengo (em Trindade, na região metropolitana da capital) que já está controlado, pois todas as medidas necessárias foram tomadas para resolvermos essa situação”, disse.

No boletim de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) da semana epidemiológica 11, de 2018, foi confirmado o segundo óbito por H1N1, neste ano em Goiás. Nos dois casos, os pacientes eram moradores da Vila São José Bento Cottolengo, no município de Trindade, famoso pelo forte turismo religioso de devoção ao Divino Pai Eterno. No total, de 1º de janeiro a 21 de março deste ano, foram confirmados 17 casos de SRAG por H1N1, dois deles em Aparecida de Goiânia; um caso em Anápolis e em Caturaí; seis casos em Goiânia; e os sete casos da Vila São Cottolengo, em Trindade.

ESCLARECIMENTO – “O vírus do H1N1 (Influenza-A) circula desde a pandemia de 2009. Na verdade, a gripe é uma doença com evolução benigna, porém nos pacientes que apresentam fator de risco, existe uma chance de complicações muito maior. Foi isso que vimos acontecer com os pacientes da Vila São Cottolengo”, esclareceu a coordenadora do Departamento de Doenças Imunopreveníveis, Respiratórias e Hepatites, da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Gláucia Gama.

PROVIDÊNCIAS – Para conter o surto de H1N1 na Vila São Cottolengo, em Trindade, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com Ministério da Saúde, a Prefeitura Municipal de Trindade e direção da Vila São Cottolengo tomaram medidas emergenciais como o treinamento de profissionais; o isolamento dos pacientes que apresentavam sintomas de gripe; a distribuição de medicamentos para as pessoas que tiveram contato com os pacientes de Infuenza-A e pacientes que já têm alguma doença prévia. Também foram repassadas orientações sobre as medidas eficientes para evitar a contaminação e a transmissão da Gripe H1N1/Influenza-A.

Em todo o Brasil, a campanha de vacinação contra o vírus H1N1/Influenza-A começa em 16 de abril.

VACINAÇÃO – A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, em parceria com a direção da Vila e com a Prefeitura de Trindade vacinou, na semana passada, internos e servidores da entidade contra o vírus Influenza-A. Foram utilizadas doses da mesma vacina aplicada no ano passado. Um total de 1.042 pessoas foram vacinadas. A gerente substituta de Imunização e Rede de Frio da Saúde Estadual, Joice Dorneles, disse que os demais grupos de risco, inclusive a população geral de Trindade, deverão ser vacinados na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza-A, no período entre 16 de abril e 25 de maio.

“A vacina contra Influenza-A já aplicada nos internos e profissionais da Vila São José Bento Cottolengo garante a imunização contra o vírus H1N1”, garantiu Joice Dorneles. Ela esclareceu ainda que a vacina combate três vírus: H1N1 (Influenza-A), H3N2 e Influenza-B. Joice esclareceu que, neste ano de 2018, houve uma mudança no vírus H3N2 e também no Influenza-B. Segundo ela, o vírus H1N1 (Influenza-A) ainda não apresentou qualquer variação, e por este motivo, a vacina do ano passado continua sendo eficaz para o combate ao vírus H1N1, este ano.

DEDIQUE TOTAL ATENÇÃO AOS SINTOMAS DA GRIPE H1N1 (INFLUENZA-A)

Os sintomas da gripe H1N1/Influenza-A, em sua fase inicial, são muito semelhantes aos sintomas de uma gripe comum, porém, no caso do H1N1, os sintomas são mais acentuados, fortes. O paciente pode apresentar também sensação de garganta seca, rouquidão, pele quente e úmida e olhos lacrimejantes. Nas crianças, a febre pode se apresentar com temperaturas mais altas, acompanhadas muitas vezes de quadros de bronquite e de sintomas gastrointestinais. Já nos idosos, as temperaturas febris não costumam ser muito altas.

GRUPOS DE RISCO – Alguns pacientes apresentam um risco maior de complicações ao serem infectados pelo vírus H1N1/Influenza-A:

·         Portadores de doenças pulmonares crônicas (asma, por exemplo);

·         Cardiopatas;

·         Portadores de doenças metabólicas crônicas, como a diabete;

·         Imunodeficientes ou portadores de imunodepressão;

·         Crianças com menos de 2 anos;

·         Grávidas ou mulheres no período pós-parto;

·         Adultos com mais de 60 anos;

·         Pacientes debilitados;

·         Portadores de doenças renais ou hemoglobinopatias.

·         Sintomas da gripe H1N1

Os sintomas a serem observados são:

·         Febre alta e abrupta (em geral acima de 38°C);

·         Dores no corpo;

·         Dor de garganta;

·         Prostração;

·         Dor de cabeça;

·         Tosse seca.

 

APÓS SURTO DE H1N1, DOAÇÕES PARA O HOSPITAL SÃO COTTOLENGO CAEM 70%; ESTOQUE ESTÁ QUASE ZERADO

Após nove mortes decorrentes do surto de Gripe H1N1/Influenza-A, a Vila São Cottolengo, em Trindade (GO), sofre uma drástica e preocupante redução das doações. Vários produtos já começam a faltar para os abrigados. A instituição pede socorro emergencial.

Após a confirmação das nove mortes decorrentes do surto do vírus H1N1/Influenza-A no Hospital Vila São Cottolengo, em Trindade (GO), o número de doações caiu 70%, e o estoque da unidade está perto de zerar. Os diretores da unidade acreditam que o motivo é o medo dos doadores de se contaminarem. Apesar desse receio, os administradores afirmam que não há risco. Segundo a administração, a instituição precisa de doações de alimentos a produtos de higiene.

“A situação é crítica em termos de doação. A gente está se mantendo pelo pouco estoque que a gente tinha e com as poucas doações que recebemos nos últimos dias. Apesar disso, graças a Deus, a gente ainda não teve a situação de faltar o básico”, comentou a enfermeira Lidiane Castro Figueiredo, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

NÚMEROS – Atualmente, a Vila São Cottolengo abriga 316 pessoas com comprometimento da saúde mental e motora. No período de 24 de fevereiro a 5 de março deste ano, 57 internos adoeceram, sendo que sete morreram em uma semana. Logo depois, ocorreram mais duas mortes por complicações causadas pela contaminação pelo vírus H1N1/Influenza-A.

Outros dois seguem internados em hospitais da capital. Um deles, um homem de 50 anos que está em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O paciente está sedado e respira por aparelhos, segundo informações até o fechamento desta matéria, em 25/3.

MEDO SEM MOTIVO – Lidiane Figueiredo acredita que as doações para a Vila São Cottolengo reduziram, de 10, para três por dia devido ao medo das pessoas de se contaminarem com o vírus H1N1/Influenza-A. Mas, segundo a enfermeira, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), não há qualquer risco nesse momento. “Não existe risco, as pessoas são bem orientadas. Há uma pessoa responsável por receber as doações e esta pessoa não tem contato com as pessoas que estão dentro da vila São Cottolengo e nem com os pacientes, cujas visitas continuam suspensas”, comentou Lidiane.

EMERGÊNCIAS – Os pacientes da Vila São Cottolengo precisam, com urgência, de doações de alimentos, produtos de higiene pessoal e fraldas descartáveis, preferencialmente, de nos tamanhos G e GG. Após a redução das doações, Lidiane Figueiredo contou que os internos não estão recebendo frutas, entre outros itens. “Eles não ficaram sem comer, mas houve redução na variedade dos alimentos. Eles já são tão limitados, são pacientes com sensibilidade. Então, a gente busca sempre dar o máximo de qualidade de vida a eles”, ressaltou.

Os estoques de alimentos, materiais de higiene e limpeza já começam a ficar comprometidos, quase zerados. Vários itens já faltam e não são fornecidos aos abrigados na Vila São Cottolengo.

DOAÇÕES / PRODUTOS NECESSÁRIOS:

Itens de higiene pessoal:

– Higiene Pessoal;

– Fralda descartável adulto tamanho “G” e “GG”;

– Desodorante antitranspirante aerosol;

– Papel higiênico;

– Shampoo;

– Creme sem enxague;

Creme dental infantil.

Alimentos:

– Suco líquido 500ml (Maracujá, Tamarindo, Uva, Manga, Goiaba, Acerola e Caju);

– Café moído;

– Leite condensado;

– Farinha láctea

– Farinha de aveia

– Leite integral

– Fermento químico

– Adoçante líquido com sucralose 80ML

– Adoçante culinário com sucralose 400G

– Amido de milho

– Refrigerante (zero açúcar e normal)

– Doce (goiabada)

– Ovos

Limpeza e descartáveis:

– Detergente neutro

– Fibra verde limpeza pesada 260 mm x 102 mm

– Esponja para vasilhas

– Saco de lixo preto de 200 litros reforçado

– Saco alvejado 100% algodão para limpar chão 63 cm x 48 cm

– Água sanitária

– Guardanapo de papel

– Colher descartável

– Copo descartável 200ml

– Marmitex

– Canudo plástico dobrável

– Papel toalha

Doações em dinheiro:

Banco do Brasil: Agência 2738-3 – Conta: 55.100-7

Caixa Econômica Federal: Agência: 1241 – Conta: 30020-7 – Operação: 003

Bradesco: Agência: 1633 – Conta: 585-1

Itaú: Agência: 4313 – Conta: 00564-9

Sicoob: Agência: 3300 – Conta: 1403-6

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Terry Marcos Dourado

Jornalista e radialista goiano com mais de 25 anos de experiência profissional (desde 21/11/1991), Terry Marcos Dourado é o idealizador, diretor-proprietário, diretor de conteúdo, editor-geral e jornalista responsável pelo Portal Rede Pop.

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